<T->
          Coleo De Olho no Futuro
          Histria -- 4 Srie
          Ensino Fundamental

          Thatiane Pinela
          Liz Andria Giaretta
 
<F->
Impresso Braille em 3 partes na diagramao de 28 linhas por 34 caracteres, da 1a. edio, So Paulo -- 2005.
<F+>

          Terceira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
          Fax: (0xx21) 3478-4444
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          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2007 --
<p>
          Copyright Liz Andria Giaretta  
          e Thatiane Tomal Pinela, 2005

          Coordenao Editorial:
          Angelo Bellusci Cavalcante
            
          Editorao eletrnica:
          Luiz Roberto Lucio Correa

          ISBN: 85-305-0409-7

          Todos os direitos de edio 
          reservados  Quinteto Editorial LTDA.
          Rua Rui Barbosa, 156 -- 
          sala 1 (Bela Vista) 
          So Paulo -- SP 
          CEP 01326-010 
          Tel.: (11) 3253-5011 
          Fax: (11) 3284-8500 r. 243
<p>
                               I
Terceira Parte
 
Glossrio :::::::::::::::::: 193

Cronologia ::::::::::::::::: 202

<107>
<P>
<Thist. olho fut. 4>
<T+193>
Glossrio

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-- A 
 Agregado: Pessoa que vive com uma famlia como se dela fizesse parte. O agregado pode ser tambm aquele que vive em fazenda, stio ou chcara de outra pessoa, cultivando uma poro de terra para o seu prprio benefcio ou prestando servios aos proprietrios do lugar.
 Alforria: Liberdade concedida ao escravo. A alforria podia ser dada pelo proprietrio do escravo ou podia ser obtida por meio da compra. Neste ltimo caso, alguns escravos conseguiam juntar dinheiro e, depois, compravam dos seus donos a sua liberdade.
 Amrica: Palavra utilizada para fazer referncia ao continente americano, do qual fazem parte as Amricas: do Sul, do Norte e Central. Na poca em que os imigrantes vieram para o Brasil, era bastante comum eles utilizarem a expresso fazer a Amrica para se referir a um negcio lucrativo e vantajoso.
 Armadura: Conjunto de armas ou vestimentas feitas de couro ou de metal utilizado para a defesa corporal dos antigos guerreiros. Podiam fazer parte da armadura, por exemplo, o elmo (capacete), a manopla (luva) e a couraa (colete).

-- B
 Batuque: Danas africanas e brasileiras que so acompanhadas de cantigas e de instrumentos de percusso, como tambores e pandeiros. O batuque estava relacionado a cultos religiosos africanos, que foram trazidos para o Brasil na poca da escravido. Ele era danado pelos escravos em roda, com os participantes sapateando, batendo palmas e estalando os dedos.
<P>
-- C
 Cabaa: Espcie de recipiente, como vaso, vasilha ou 
<108>
pote, feito do fruto seco do cabaceiro sem o miolo. A cabaa pode servir para armazenar bebidas ou carregar alimentos. Ela tambm pode ser utilizada como instrumento musical, se forem inseridas sementes ou pedrinhas no seu interior. Atualmente, pode ser chamado de cabaa qualquer recipiente de forma semelhante a desses frutos, feitos de materiais como vidro, metal ou cermica.
 Candango: Denominao dada aos operrios que participaram da construo de Braslia. Tambm so chamados candangos os primeiros habitantes de Braslia.
 Capitania hereditria: Sistema de ocupao implantado pela Coroa portuguesa, em 1534, para colonizar o territrio que hoje corresponde ao Brasil. As capitanias eram lotes de terra doados pelo rei portugus a pessoas ligadas  Corte que foram chamadas de capites donatrios. As capitanias que prosperaram foram Pernambuco e So Vicente. As demais no se desenvolveram por diferentes motivos, como o desinteresse de alguns capites donatrios em tomar posse das terras recebidas, e o ataque de indgenas que lutavam contra a invaso do seu terri-
  trio.
 Capoeira: Jogo ou dana de origem africana em que os participantes fazem movimentos acrobticos ao som de cantos, palmas e batucadas. A capoeira foi trazida para o nosso territrio pelos escravos africanos no sculo XVI e era praticada como uma dana e como uma luta, tornando-se uma das principais formas de resistncia  escravido. Hoje, a capoeira  praticada como arte e como esporte em todo o Brasil e em alguns pases.

<109>
-- E
 Encarregado: Pessoa responsvel por fiscalizar o trabalho de outras pessoas. Nas primeiras dcadas do sculo XX, muitos encarregados tratavam com desrespeito os operrios das fbricas instaladas em diversas cidades brasileiras, chegando, muitas vezes, a aplicar-lhes castigos fsicos.
 Exportao: Venda e transporte de produtos nacionais para outros pases.

-- F
 Feitoria: Tipo de construo bastante utilizado pelos colonizadores portugueses como posto comercial no litoral do nosso territrio. A feitoria era o local onde eram armazenadas e negociadas mercadorias, como o pau-brasil, que seriam enviadas para Portugal. Alm disso, ela servia para proteger o territ-
<P>
  rio contra o ataque de estrangeiros.

-- G
 Garimpo: Lugar onde so explorados metais e pedras preciosas, como ouro e diamante. A extrao de minerais nos garimpos geralmente  feita de maneira clandestina, pois esse tipo de atividade agride o meio ambiente, como no caso da contaminao dos rios pela emisso de mercrio utilizado na extrao do ouro.
 Grumete: Pessoa que est iniciando a sua carreira como marinheiro em navios de guerra ou de expedies.
  Nas expedies europias realizadas na poca da colonizao do nosso territrio, os grumetes eram responsveis pelos servios mais pesados dos navios. Alm disso, freqentemente eles eram obrigados a permanecer em terra para estabelecer contatos com os indgenas, aprender os seus costumes e passar informaes aos colonizadores europeus.
<110>
 Grupo tnico: Populao ou grupo social que se diferencia por suas caractersticas culturais, como a lngua, a religio e os costumes.

-- L
 Ltex: Substncia extrada de plantas e vegetais por meio de cortes feitos nas folhas ou nos troncos. Duas das principais substncias encontradas no ltex so a resina e a borracha.

-- M
 Metalurgia: Processo de fabricao de materiais metlicos. Por meio da metalurgia tambm se transforma metais em objetos, que podem ser utilizados para fins comerciais ou artsticos.
<P>
-- N
 Novo Mundo: Expresso utilizada pelos europeus na poca das Grandes Navegaes, entre os sculos XV e XVI, para se referir s terras que hoje correspondem ao continente americano, do qual tambm faz parte o Brasil.

-- P
 Pindorama: Palavra de origem tupi que significa Terra das Palmeiras. Esse termo era utilizado pelos indgenas para se referir ao territrio que hoje corresponde ao Brasil. 
<111>
 Provncia: Cada uma das divises regionais e administrativas do Brasil de 1815 a 1891. As provncias eram administradas por um presidente. Aps a Proclamao da Repblica, em 1889, as provncias passaram a se chamar estados e os presidentes dessas provncias passaram a ser chamados governadores.

-- S
 Segunda Guerra Mundial: Conflito armado ocorrido de 1939 a 1945, que resultou na morte de aproximadamente 50 milhes de pessoas. Essa guerra teve incio com o confronto entre Alemanha, Itlia e Japo contra Inglaterra, Frana, Estados Unidos e Unio Sovitica. No entanto, durante os anos em que aconteceu a guerra, pases dos cinco continentes acabaram por se envolver no conflito, entre eles o Brasil.

-- V
 Vapor: Termo utilizado para fazer referncia a um barco ou navio movido por mquina a vapor.
<R->

               oooooooooooo

<112>
<P>
Cronologia da histria do Brasil

  A cronologia a seguir destaca alguns acontecimentos relacionados  histria do Brasil. Nela voc vai conhecer as principais mudanas polticas do nosso pas e tambm diversos movimentos em que a populao brasileira lutou por melhores condies de vida e contra os abusos dos governantes.

<R+>
*1500 -- Chegada dos portugueses ao territrio onde hoje  o Brasil*
<R->  
  
  Em 22 de abril de 1500, uma esquadra comandada por Pedro lvares 
Cabral chegou ao nosso territrio e dele tomou posse em nome do rei 
de Portugal.
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<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Os indgenas, que eram os  _
l  habitantes deste territrio,  _
l  tiveram as suas terras inva-  _
l  didas e a sua cultura des-    _
l  respeitada. A chegada dos    _
l  portugueses representou o     _  
l  incio de um processo que     _ 
l  resultou na morte de milhes  _
l  de indgenas que aqui vivi-   _
l  am. Calcula-se que, atual-   _ 
l  mente, a populao indgena   _
l  no passa de 400 mil pes-    _ 
l  soas.                         _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
 *1534 -- Implantao do sistema de capitanias hereditrias*
<R->

  Com o objetivo de efetivar a colonizao, a Coroa portuguesa dividiu o nosso territrio em grandes lotes de terra, chamados capitanias hereditrias. As capitanias foram doadas a funcionrios e nobres portugueses, que deveriam tornar a terra produtiva e promover o povoamento do territrio. A maioria das capitanias hereditrias no prosperou e muitos donatrios abandonaram os seus lotes de terra.

<113>
<R+>
*1548 -- A Coroa portuguesa 
  implantou o Governo-geral*
<R->

  O primeiro governador-geral do Brasil foi Tom de Souza. Ele chegou ao nosso territrio em 1549 e fundou a cidade de Salvador, a primeira capital da Colnia. As principais tarefas que ele realizou foram a distribuio de sesmarias, a introduo da criao de gado, o incentivo para o cultivo da cana-de-acar e a instalao de engenhos aucareiros.
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    O Governo-geral era um    _
l  tipo de governo centraliza-   _
l  do, encarregado de adminis-   _
l  trar todo o territrio da     _
l  Colnia. Ele deveria ze-    _ 
l  lar pela defesa e pelo po-    _    
l  voamento do territrio.       _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Com Tom de Souza, vieram militares, soldados, funcionrios civis e profissionais de vrios ofcios, como carpinteiros, pedreiros e artesos, e tambm degredados. Alm deles, vieram os primeiros missionrios jesutas, como o padre Manoel da Nbrega, que pretendiam catequizar os indgenas que aqui viviam.
  O governador-geral era o representante do rei de Portugal em nosso territrio. Ele era auxiliado por outros funcionrios de cargos administrativos. Veja abaixo como era organizado o 
 Governo-geral.

<R+>
 Rei de Portugal
  Governador-geral -- Responsvel pela administrao da Colnia.
     Capito-mor -- Encarregado da defesa do territrio colonial.
     Ouvidor-mor -- Encarregado da justia na Colnia.
     Provedor-mor -- Cuidava das finanas e da cobrana de impostos.
<R->

<114>
<R+>
*1580 -- Unio Ibrica*
<R->

  Com a morte de Dom Sebastio, rei de Portugal, em 1578, seu tio, o cardeal Dom Henrique, assumiu o trono portugus. Dom Henrique, que no tinha filhos, morreu em 1580, deixando o trono portugus sem herdeiros.
  O rei da Espanha, Felipe II, decidiu assumir o trono de Portugal. Para isso, ele enviou tropas que invadiram e dominaram o territrio portugus. Assim, em 1580, Portugal passou a ser governado por reis espanhis dando incio a um perodo que ficou conhecido como Unio Ibrica.
  A Unio Ibrica se estendeu at 1640, quando Portugal conseguiu recuperar a sua independncia por meio de uma revoluo.

<R+>
*1684 -- Revolta de Beckman*
<R->
 
  Revolta ocorrida no Brasil contra o governo portugus, devido aos abusos cometidos pela Companhia de Comrcio do Maranho, que controlava o comrcio de escravos africanos e de mercadorias.
  Em 1685, o governo portugus sufocou a revolta e Manuel Beckman, o lder da revolta, foi preso e condenado  forca.

<115>
<P>
<R+>
 *1707 -- Guerra dos Emboabas*
<R->

<R+>
 (A palavra emboaba vem do tupi 
  "am-ab" e significa estran-
  geiro, inimigo.)
<R->

  Disputa ocorrida na regio das minas entre os paulistas que haviam descoberto as jazidas e os emboabas, nome dado aos portugueses e s pessoas vindas de outras capitanias.
  A disputa ocorreu porque os paulistas queriam exclusividade na extrao do ouro e no aceitaram a presena dos emboabas naquela regio. As batalhas se estenderam at 1709 e os emboabas saram vitoriosos.

<R+>
*1710 -- Guerra dos Mascates*
<R->

  Disputa ocorrida entre Olinda e Recife. Naquela poca, Olinda era a capital de Pernambuco e nela viviam muitos senhores-de-engenho. Recife era um povoado habitado por ricos comerciantes, que queriam elevar o povoado  condio de vila.
  Os senhores-de-engenho de 
 Olinda no concordaram, o que deu origem ao conflito. As disputas duraram cerca de um ano e a situao somente se normalizou com a interveno do governo de Portugal.

<R+>
*1720 -- Revolta de Felipe dos Santos*
<R->

  Revoltados com os altos impostos cobrados pela Coroa portuguesa, os moradores de Vila Rica exigiram o fechamento das Casas de Fundio.
  A Coroa prometeu atender s exigncias dos revoltosos para pr fim aos conflitos, mas no cumpriu com a sua promessa e mandou prender os participantes. O lder, Felipe dos Santos, foi enforcado e esquartejado em praa pblica.
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<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::                                       
l    Vila Rica era o nome    _
l  da atual cidade de Ouro    _
l  Preto. Desde 1938, a     _   
l  cidade  considerada Pa-   _
l  trimnio Histrico e       _
l  Artstico Nacional.       _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<116>
<R+>
*1789 -- Conjurao Mineira*
<R->

  A Conjurao Mineira foi um movimento ocorrido em Vila Rica e que teve como principais motivos o declnio da minerao e os altos impostos cobrados pela Coroa portuguesa.
  Os conjurados, como so chamados os organizadores do movimento, planejavam depor o governador da capitania de Minas Gerais e tornar o Brasil independente de Portugal. No entanto, o movimento no chegou a acontecer, pois os conjurados foram delatados por Joaquim Silvrio dos Reis, um dos participantes do movimento. Esse delator traiu os conjurados em troca de ter as suas dvidas perdoadas pela Coroa.
  Joaquim Jos da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, foi acusado de ser o principal lder da Conjurao. Ele foi enforcado, esquartejado e as partes do seu corpo foram espalhadas em locais por onde ele havia pregado as idias do movimento.
  Os principais lderes da Conjurao Mineira eram padres, militares, grandes proprietrios de terra, mineradores e poetas.

<R+>
*1798 -- Conjurao Baiana*
<R->

  A Conjurao Baiana foi um movimento contra o governo portugus, que ocorreu na capitania de Salvador. Os participantes desse movimento pretendiam abolir a escravido, criar uma Repblica e tornar a sociedade mais igualitria. No entanto, os seus planos foram descobertos, e os lderes 
<P>
do movimento foram presos e condenados  morte.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Esse movimento era forma-  _
l  do, na sua maioria, por       _
l  pessoas de baixa renda. En-  _       
l  tre os participantes havia    _
l  muitos alfaiates e um grande  _
l  nmero de descendentes de     _ 
l  africanos. Por isso, o mo-   _
l  vimento tambm ficou conhe-   _
l  cido como Conjurao dos     _
l  Alfaiates ou Conjurao     _ 
l  dos Mulatos.                 _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<117>
<R+>
*1808 -- Chegada da famlia real ao Brasil*
<R->

  Devido a uma guerra que estava ocorrendo na Europa e para escapar das tropas francesas que invadiram Portugal, a famlia real veio para o Brasil.
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Com a vinda da famlia     _
l  real, a Colnia se tornou    _
l  sede administrativa da Co-   _
l  roa portuguesa. O prncipe   _
l  regente Dom Joo era quem   _
l  governava, porque a sua       _ 
l  me, a rainha Maria I,      _
l  estava doente.                _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
*1815 -- Elevao do Brasil  condio de Reino Unido a Portugal e Algarves*
<R->

  Com a presena da Corte portuguesa no Brasil, as decises polticas de Portugal passaram a ser tomadas em nosso territrio. Com isso, em 1815, o Brasil deixou de ser uma Colnia e passou a ser um Reino Unido a Portugal e Algarves. Com esta medida, as capitanias passaram a ser chamadas de provncias.
<P>
<R+>
*1817 -- Revoluo 
  Pernambucana*
<R->

  Revolta organizada por fazendeiros, comerciantes, religiosos e militares de Pernambuco contra o governo de Portugal. A revoluo aconteceu por diversos motivos, entre eles: a crise na produo do acar e do algodo, os altos preos cobrados por comerciantes portugueses por gneros de primeira necessidade e as grandes desigualdades sociais. Os organizadores do movimento pretendiam criar uma Repblica, mas foram descobertos pelo governo portugus e condenados  morte.

<R+>
_`[Ilustrao da bandeira dos revolucionrios, onde aparecem: o arco-ris com trs cores (verde, amarelo, vermelho), uma cruz, o sol e uma estrela_`]
 Legenda: Reproduo da bandeira da Revoluo Pernambucana. Atualmente, essa  a bandeira do estado de Pernambuco.
<R->
<118>
 *1818 -- Dom Joo foi aclamado 
  rei*

  Aps a morte de Dona Maria I, Dom Joo foi aclamado rei e recebeu o ttulo de Dom Joo VI.

<R+>
*1820 -- Em Portugal, ocorreu a Revoluo do Porto*
<R->

  Com a transferncia da famlia real para o Brasil, houve um declnio da economia portuguesa. Com isso, em 1820, parte da populao portuguesa se revoltou. Entre outras conseqncias, essa revoluo forou o retorno de Dom Joo VI para Portugal.

<R+>
*1821 -- A famlia real voltou para Portugal*
<R->

  Ao partir para Portugal, Dom Joo VI deixou seu filho, o prncipe Dom Pedro, no governo do Brasil.

<R+>
*1822 -- Proclamao da 
  Independncia do Brasil*
<R->

  O prncipe Dom Pedro proclamou a Independncia do Brasil. A partir de ento, nosso pas passou a ser um Imprio. Dom Pedro recebeu o ttulo de Dom Pedro I, e se tornou o primeiro imperador do Brasil.
 
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    O perodo em que Dom      _
l  Pedro I governou, conheci-  _
l  do como Primeiro Reinado,   _
l  foi bastante conturbado. O   _
l  imperador teve muitos desen-  _
l  tendimentos com polticos     _
l  brasileiros, principalmente   _
l  na elaborao de uma Cons-   _
l  tituio para o Imprio      _
l  do Brasil.                   _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<119>
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<R+>
*1824 -- Dom Pedro I outorgou a primeira Constituio do Brasil*
<R->

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!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Dom Pedro I foi um im-   _
l  perador autoritrio e to-     _ 
l  mou atitudes que desagrada-   _
l  ram tanto aos polticos       _
l  como  populao do Brasil.  _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Com a outorga da Constituio de 1824, Dom Pedro I passou a exercer um governo autoritrio e com amplos poderes.
  Veja abaixo como ficaram estabelecidas as divises de poderes com a outorga da Constituio de 1824.
<P>
<R+>
*Poder Moderador*: Exercido por Dom Pedro I com o auxlio do Conselho de Estado, cujos conselheiros eram tambm escolhidos pelo Imperador. Com isso, Dom Pedro I tinha total controle sobre a administrao do Imprio e podia, entre outras coisas, anular todas as decises ou demitir os membros dos demais poderes.
 *Poder Judicirio*: Exercido pelos juzes e pelos tribunais. Quem escolhia os membros do Supremo Tribunal era o Imperador. Tinha a funo de exercer a justia.
 *Poder Executivo*: Exercido pelo Imperador com o auxlio dos ministros. Tinha a funo de administrar o Imprio e aplicar as leis.
 *Poder Legislativo*: Exercido pela Assemblia Geral, que era formada pela Cmara dos Deputados e pelo Senado vitalcio. Tinha a funo de elaborar e aprovar as leis.
<R->
<120>
 *1824 -- Confederao do 
   Equador*

  Descontentes com os amplos poderes adquiridos pelo imperador Dom Pedro I com a Constituio de 1824, os habitantes do Nordeste brasileiro, liderados por revoltosos de Pernambuco, organizaram um movimento para criar uma Repblica naquela regio.
  Os lderes do movimento chegaram a tomar o poder e criaram a Confederao do Equador. Aps muitas disputas, o governo de Dom Pedro I reprimiu violentamente o movimento, prendendo e condenando  morte muitos participantes.
<P>
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!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Um dos lderes da Confe-  _
l  derao do Equador, o padre  _
l  Joaquim do Amor Divino,    _
l  conhecido como Frei Cane-   _ 
l  ca, recebeu a sentena de     _  
l  morte por enforcamento. No   _
l  entanto, no houve nenhum     _ 
l  carrasco que concordasse      _  
l  em enforc-lo. Por isso,     _ 
l  ele teve de ser fuzilado.     _             
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
*1831 -- Dom Pedro I abdica do trono*
<R->

  Principalmente devido ao uso abusivo do poder, Dom Pedro I foi pressionado a abdicar do trono. Seu herdeiro, Dom Pedro II, passou a ser o novo imperador do Brasil. No entanto, por ter apenas 5 anos de idade, o Brasil precisou ser administrado por regentes.
<p>
<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l    O perodo de 1831 a      _  
l  1840, que ficou conhecido   _ 
l  como Perodo Regencial,    _ 
l  por diversas revoltas popu-  _
l  lares, que geraram uma       _
l  grande crise no governo.     _ 
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<121>
<R+>
*1835 -- Cabanagem*
<R->

  Revolta ocorrida na provncia do Gro-Par em que participaram pessoas de baixa renda da populao. Essas pessoas estavam insatisfeitas com as desigualdades sociais e sofriam com a fome e a misria. Os lderes do movimento chegaram a assumir o governo da provncia, mas foram derrotados pelas tropas imperiais em 1840.
<p>
<F->
!:::::::::::::::::::::::::::::::
l    Cabanos era o nome dado   _ 
l  ao grupo de pessoas de bai-  _
l  xa renda, como negros e      _
l  mestios, que residiam       _ 
l  em cabanas construdas      _  
l  beira de rios e igaraps.    _ 
h:::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

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*1835 -- Guerra dos Farrapos*
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  A Guerra dos Farrapos aconteceu no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os fazendeiros e criadores de gado do Sul estavam descontentes com os altos impostos cobrados pelo governo regencial sobre o preo do charque (carne salgada). Eles tambm queriam ter maior participao poltica nas decises do governo. A disputa por seus interesses durou cerca de dez anos e foi encerrada com um acordo feito entre o governo e os farrapos. Esse acordo inclua anistia geral aos revoltosos e a incluso dos oficiais farroupilhas ao Exrcito Brasileiro.
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Os farrapos receberam      _
l  essa denominao deprecia-    _
l  tiva dos seus adversrios     _     
l  polticos, que zombavam das   _ 
l  roupas velhas e dos lenos    _
l  vermelhos que muitos revol-   _
l  tosos usavam.                 _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<122>
<R+>
*1837 -- Sabinada*
<R->

  Movimento ocorrido na provncia da Bahia. Os habitantes, principalmente os pertencentes  classe mdia, como mdicos, advogados e jornalistas, estavam descontentes com os altos impostos cobrados pelo governo e com a difcil situao econmica da provncia. Os revoltosos, seguidos tambm por pessoas de baixa renda, conseguiram tomar o poder da provncia, mas foram vencidos em 1838 pelas tropas do governo. O principal lder do movimento, o mdico Francisco Sabino, foi condenado  morte, mas foi anistiado e 
 deportado para Gois.

<R+>
 *1838 -- Balaiada*
<R->

  Rebelio ocorrida no Maranho e no Piau, em que participaram pessoas de todas as camadas sociais, como fazendeiros, artesos e escravos. Os revoltosos chegaram a tomar o poder, mas foram derrotados pelas tropas do governo. O fracasso dessa rebelio deveu-se, principalmente,  diferena de interesses entre as classes sociais que dela participaram. Em determinado momento da rebelio, os fazendeiros acabaram se voltando contra os escravos, o que ocasionou o enfraquecimento do movimento.
<p>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    O nome balaiada deve-se    _
l  a um dos principais lderes   _ 
l  populares do movimento, o     _ 
l  pequeno agricultor e fabri-   _
l  cante de balaios Manuel      _ 
l  Francisco dos Anjos         _ 
l  Ferreira.                    _                      
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
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<R+>
*1840 -- Dom Pedro II assumiu o trono*
<R->

  A idade prevista para Dom Pedro II assumir o governo era de 18 anos. No entanto, para amenizar a crise, um grupo poltico planejou e conseguiu torn-lo governante antes do tempo. Assim, com apenas 14 anos de idade, Dom Pedro II assumiu o trono e tornou-se o segundo imperador do Brasil.

<123>
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<R+>
*1845 -- Bill Aberdeen*
<R->
 
  Lei imposta ao Brasil pelo governo da Inglaterra. De acordo com essa lei, os ingleses teriam o direito de apreender qualquer navio que estivesse traficando escravos. Aps a imposio da lei Bill Aberdeen, o preo do escravo aumentou muito, porm o trfico no cessou.

<R+>
*1848 -- Revoluo Praieira*
<R->

  Movimento que contou com a participao de jornalistas, fazendeiros, comerciantes, trabalhadores livres e tambm escravos, que se opunham ao governo da provncia de Pernambuco.
  Os rebeldes, que eram chamados de praieiros, pretendiam realizar mudanas na Constituio, garantir a liberdade de imprensa e o direito de voto a todos os cidados. Os praieiros puderam contar com o apoio de camadas populares, que reivindicavam melhores condies de vida. Os rebeldes chegaram a atacar Recife em 1849, mas foram derrotados pelas tropas do governo imperial.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    A Revoluo Praieira     _ 
l  ganhou esse nome porque os    _ 
l  rebeldes tinham uma tipogra-  _
l  fia na rua da Praia, onde    _  
l  editavam jornais de protesto  _ 
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
*1850 -- Lei Euzbio de 
  Queirz*
<R->

  Projeto de lei apresentado 
 pelo ento ministro da Justia 
 Euzbio de Queirz, que previa a extino do trfico de escravos africanos para o Brasil. A lei foi aprovada pelo governo imperial em setembro de 1850 e, em pouco tempo, o trfico negreiro cessou no Brasil.

<124>
<p>
<R+>
*1864 -- Incio da Guerra do Paraguai*
<R->

  Esse conflito teve incio quando Francisco Solano Lpez, governante paraguaio, aprisionou o vapor brasileiro *Marqus de 
 Olinda*, que navegava pelo rio Paraguai, em novembro de 1864. Em dezembro do mesmo ano, Lpez invadiu a provncia brasileira de Mato Grosso, e, em abril de 1865, os paraguaios invadiram a provncia argentina de Corrientes.
  Com isso, no dia 1 de maio de 1865, o governo brasileiro uniu-se  Argentina e ao 
 Uruguai, formando uma aliana contra o Paraguai, a Trplice Aliana. O ataque paraguaio ao territrio brasileiro continuou em junho de 1865, quando Lpez invadiu a provncia do Rio Grande do Sul.

<p>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Francisco Solano Lpez   _    
l  tinha planos de expandir o    _
l  territrio do Paraguai bus-  _
l  cando uma sada para o mar.   _ 
l  Para isso, seria necessrio  _ 
l  invadir terras do Brasil,    _ 
l  da Argentina e do Uruguai.  _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Em 1866, a Trplice Aliana atacou o territrio paraguaio. As disputas se arrastaram at 1870, quando o Paraguai foi derrotado na Batalha de Cerro Cor, na regio nordeste do pas, onde morreu Solano Lpez. Ao fim da guerra, o Paraguai estava completamente destrudo, e tinha perdido entre 60% e 70% da sua popu-
 lao.

<125>
<P>
<R+>
*1888 -- Abolio da escravido no Brasil*
<R->

  No dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei urea, que aboliu a escravido no Brasil.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    A abolio da escravido   _
l  no foi resultado da genero-  _
l  sidade da princesa Isabel.   _
l  Ela foi conquistada pelos    _
l  prprios escravos e pelo      _
l  povo, que no mais aceitava   _ 
l  a escravido no Brasil.      _
l    No entanto, a abolio     _ 
l  no resolveu os problemas     _ 
l  dos ex-escravos. O governo   _
l  imperial concedeu-lhes        _
l  apenas a liberdade, no       _
l  lhes dando condies para     _
l  terem uma vida digna. Os     _
l  ex-escravos ficaram sem       _
l  escolas, sem moradias e       _ 
l  sem condies de consegui-    _
l  rem bons empregos.            _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
 *1889 -- Proclamao da 
  Repblica*

  No dia 15 de novembro de 1889, um grupo de militares ps fim  Monarquia e instaurou a Repblica no Brasil.
  Nesse acontecimento, no houve participao popular e muitas pessoas que assistiram  Proclamao mal sabiam do que se tratava.
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    De 1889 a 1891, o pas   _
l  foi administrado pelo Go-    _
l  verno Provisrio. O pri-    _
l  meiro presidente da Rep-    _
l  blica foi o marechal Deodo-  _ 
l  ro da Fonseca. Veja algu-   _
l  mas das principais medidas    _    
l  tomadas por esse governo.     _      
l    -- O pas passou a cha-    _
l  mar-se Estados Unidos       _
l  do Brasil.                   _                
l    -- As provncias pas-      _
l  saram a ser chamadas de       _
l  estados.                      _                      
l    -- Foi criada a bandei-    _
l  ra republicana, que  a       _
l  mesma at hoje.               _                                                                                
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<126>
<R+>
 *1891 -- Promulgao da primeira Constituio republicana*
<R->

  Com a promulgao da Constituio de 1891, a administrao pblica passou a ser exercida pelos poderes Executivo, Legislativo e Judicirio. Veja abaixo como passaram a funcionar esses poderes.

<R+>
*Poder Executivo*: Exercido pelo presidente da Repblica e pelos ministros.  papel deste poder a execuo das leis, bem como o governo e a administrao dos negcios pblicos.
 *Poder Legislativo*: Exercido pelo Congresso Nacional, que  formado pelo Senado e pela Cmara dos Deputados. Este poder tem a funo de elaborar e aprovar as leis.
 *Poder Judicirio*: Exercido pelos juzes e tribunais federais, sendo o principal rgo o Supremo Tribunal Federal. A funo deste poder  aplicar as leis e fazer com que elas sejam cumpridas.
<R->

  De acordo com a Constituio de 1891, o presidente deveria ser eleito pelo voto direto e governar por quatro anos.

<R+>
*1894 -- Eleio do primeiro presidente civil do Brasil*
<R->

  O primeiro presidente civil eleito do Brasil foi Prudente de Moraes, que deu incio  poltica do caf-com-leite. Este nome foi dado pelo fato de que os polticos do estado de So Paulo (maior produtor de caf) e os de Minas Gerais (maior produtor de leite) fizeram um revezamento para ocupar o cargo de presidente da Repblica. Esse revezamento durou at 1930.

<127>
<R+>
*1896 -- Guerra de Canudos*
<R->

  Desde 1893, havia uma comunidade no norte da Bahia, conhecida como Canudos, formada por famlias de miserveis refugiados da seca e da fome. Os seus moradores eram seguidores de Antnio Conselheiro, que era o lder espiritual dessa comunidade. Canudos prosperou rapidamente, e em poucos anos j contava com cerca de 10 mil pessoas.
  O arraial de Canudos comeou a preocupar os grandes fazendeiros da regio, que estavam perdendo os seus empregados. Os lderes da Igreja catlica tambm no estavam satisfeitos, pois estavam perdendo os seus fiis. Esses grupos comearam, ento, a pressionar o governo para que acabasse com aquele arraial. Devido s presses desses grupos, o governo enviou tropas para destruir o arraial de Canudos. Os moradores do arraial, no entanto, resistiram s tropas enviadas pelo governo.
  A Guerra de Canudos, como ficou conhecido esse conflito, teve incio em 1896, com a primeira expedio militar e s acabou em 1897 com a quarta expedio. Essa ltima expedio era formada por mais de 6 mil homens fortemente armados, que destruram completamente Canudos.
<P>
  Quando foi destrudo, o arraial de Canudos tinha provavelmente 2 mil casas e 10 mil habitantes.

<R+>
*1904 -- Revolta da Vacina*
<R->

  Revolta iniciada pelo povo do Rio de Janeiro, que se opunha  vacinao obrigatria contra a varola. A populao e depois os militares da Escola Militar enfrentaram as tropas do governo do presidente Rodrigues Alves, sendo violentamente reprimidos. Os participantes da revolta foram presos e a vacinao suspensa temporariamente. Aps a retomada da vacinao obrigatria, a varola foi finalmente erradicada do Rio de Janeiro.
  A campanha de vacinao obrigatria contra a varola foi criada pelo mdico e sanitarista Osvaldo Cruz, e colocada em prtica em 1904.
<128>
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Na poca em que ocorreu a  _
l  Revolta da Vacina, algumas  _ 
l  pessoas j sabiam dos bene-   _
l  fcios da vacinao. No en-  _
l  tanto, grande parte da po-    _
l  pulao ainda temia a ao    _ 
l  dos agentes de sade, que     _ 
l  invadiam as casas e obri-     _
l  gavam as pessoas a tomar      _  
l  a vacina. O povo revoltou-   _
l  -se no propriamente contra   _
l  a vacina, mas sim contra a    _
l  maneira com que o governo     _
l  imps a vacinao.            _  
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
*1910 -- Revolta da Chibata*
<R->

  Revolta de marinheiros ocorrida na cidade do Rio de Janeiro. Liderados por Joo Cndido, tambm conhecido como Almirante Negro, os revoltosos reivindicavam o fim dos castigos corporais, uma melhor alimentao e o aumento dos soldos, ameaando bombardear a cidade caso no fossem atendidos.
  Joo Cndido e os marujos revoltosos tiveram as suas exigncias atendidas e foram anistiados duas semanas depois. No entanto, ocorreu um outro levante, dessa vez dos fuzileiros navais, que fez com que o governo voltasse atrs e prendesse os envolvidos nas duas revoltas.
  Todos os participantes da Revolta da Chibata foram presos. A maioria deles morreu nas prises ou foi deportada para o Acre.
  Aps ter sofrido duras penas nas prises, Joo Cndido foi solto em 1914. Ele morreu na misria em uma favela do Rio de Janeiro, em 1969.
<p>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    A grande maioria dos ma-   _
l  rujos era de descendentes de  _ 
l  africanos, diferentemente     _
l  oficiais, que vinham de fa-   _
l  mlias ricas e tradicionais.  _            
l    Os castigos fsicos na     _
l  Marinha eram utilizados pa-  _
l  ra manter a disciplina dos    _
l  marujos. Usando a fora, os  _ 
l  oficiais agiam de forma pre-  _
l  conceituosa, j que a escra-  _
l  vido, assim como os casti-   _
l  gos fsicos, j haviam sido   _
l  abolidos no Brasil.          _        
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<129>
<R+>
*1912 -- Guerra do Contestado*
<R->

  A regio onde ocorreu a Guerra do Contestado tinha esse nome por ser "contestada" por dois estados: Santa Catarina e Paran.
  Os camponeses que ocupavam as terras daquela regio foram expulsos pela empresa de estradas de ferro *Brazil Railway Company*. Essa empresa tinha planos de construir uma ferrovia ligando So Paulo ao Rio Grande do Sul.
  Esses camponeses passaram ento a seguir o beato Jos Maria, que era um dos muitos religiosos e profetas que existiam naquela regio. O movimento comeou a crescer e chamou a ateno dos grandes proprietrios, que acionaram o governo para combater os camponeses.
  Os revoltosos, entre eles homens, mulheres, velhos e crianas, resistiram e lutaram com armas, como faces e enxadas, mas foram derrotados aps trs anos por tropas fortemente armadas.
<p>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    No ataque aos revoltosos   _
l  do Contestado, pela primei-  _
l  ra vez na Amrica do Sul,   _
l  houve o uso militar do avi-   _
l  o. Foram usados dois avi-   _
l  es, um para reconhecimento   _    
l  e o outro para bombardear a   _
l  regio, mas este caiu antes   _
l  de chegar ao seu destino.     _ 
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
*1917 -- Brasil participa da Primeira Guerra Mundial*
<R->

  O Brasil entrou na Primeira Guerra Mundial em outubro de 1917, depois que os alemes afundaram trs navios mercantes brasileiros. O governo brasileiro enviou para a Europa uma diviso naval, um grupo de mdicos e um contingente de aviadores.
<p>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    A Primeira Guerra Mun-  _
l  dial foi um conflito arma-    _
l  do que envolveu vrios pa-   _
l  ses, entre eles a Frana,    _
l  a Inglaterra e a Rssia     _
l  (que formaram a Trplice    _
l  Entente), e a Alemanha, a  _
l  ustria e a Itlia (que    _
l  formaram a Trplice Alian-  _
l  ana). O conflito teve      _
l  incio em 1914 e s termi-   _        
l  nou em 1918, quando os ale-  _
l  mes foram derrotados.        _
l    Assim como todas as guer-  _
l  ras, a Primeira Guerra      _ 
l  Mundial causou muitos pre-   _
l  juzos. O nmero de mortos   _ 
l  foi de cerca de 8 milhes    _
l  de pessoas e o de feridos,    _
l  20 milhes.                  _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

*1924 -- Coluna Prestes*

  A Coluna Prestes fez parte de uma srie de rebelies militares ocorridas na dcada de 1920. Estas rebelies aconteceram porque uma parte dos militares estava descontente com o governo federal.
  Os revoltosos desta coluna, liderada por Lus Carlos Prestes, saram em marcha do Rio Grande do Sul em 1924 protestando contra os abusos do governo. No ano seguinte, uniram-se a revoltosos paulistas, que formavam a coluna liderada por Miguel Costa e Isidoro Dias Lopes. Os revoltosos continuaram juntos a marcha, percorrendo vrios estados brasileiros. Ao longo do seu percurso, ocorreram diversas disputas contra as tropas que eram favorveis ao governo, resultando na morte de vrios combatentes.
<130>
  A marcha da Coluna Prestes percorreu cerca de 26 mil quilmetros e seguiu at a Bolvia quando, em 1927, foi encerrada.
<P>
<R+>
*1930 -- Revoluo de 1930*
<R->

  Em 1930, o presidente paulista Washington Lus descumpriu o acordo feito entre So Paulo e Minas Gerais, conhecido como poltica do caf-com-leite, por meio do qual os polticos desses dois estados faziam um revezamento para ocupar o cargo de presidente da Repblica. Washington Lus indicou como o seu sucessor Jlio Prestes, que tambm era paulista. Jlio Prestes foi o vencedor daquela eleio, que ficou marcada por denncias de fraudes na apurao dos votos. Descontentes, os mineiros aliaram-se aos polticos do estado da Paraba e do Rio Grande do Sul.
<131>
  Liderados pelo gacho Getlio Vargas, que havia sido derrotado nas eleies para presidncia da Repblica, esses grupos polticos aplicaram um golpe de Estado, depondo o presidente Washington Lus e impedindo a posse de Jlio Prestes. O golpe, que ficou conhecido como Revoluo de 1930, possibilitou que Getlio Vargas assumisse o poder do 
 Brasil, tornando-se presidente da Repblica.

<R+>
*1932 -- Revoluo 
  Constitucionalista*
<R->

  Revoluo que teve incio no dia 9 de julho de 1932, na cidade de So Paulo. Ela foi iniciada pelos militares, mas logo grande parte da populao paulista aderiu  causa. Os paulistas exigiam que o ento presidente Getlio Vargas convocasse uma Assemblia Constituinte para que fosse elaborada uma nova Constituio para o Brasil, j que o presidente havia anulado a Constituio anterior.
  O governo federal enviou tropas para So Paulo e a batalha se estendeu por cerca de trs meses, causando enorme destruio na capital paulista. Os paulistas foram derrotados, mas sua luta influenciou os rumos do governo. Em 1933, Getlio Vargas convocou eleies para escolher os deputados que fariam uma nova Constituio.

<132>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Nas eleies de 1933,     _  
l  pela primeira vez, as mu-     _
l  lheres puderam votar e        _
l  tambm se candidatar a car-   _
l  gos polticos.                _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
*1934 -- Promulgao da 
  Constituio de 1934*
<R->

  Como conseqncia da luta dos paulistas na Revoluo Constitucionalista de 1932, foram convocadas eleies para a Assemblia Constituinte.
  A nova Constituio foi promulgada e, entre outras medidas, foi extinto o cargo de vice-presidente da Repblica.

*1937 -- Estado Novo*

  De acordo com a Constituio de 1934, Getlio Vargas deveria permanecer na presidncia da Repblica at 1938. Nesse ano, deveriam ser realizadas eleies para a escolha do seu sucessor.
  No entanto, em 1937, contando com o apoio dos militares, Vargas fechou o Congresso Nacional e anulou a Constituio, implantando o Estado Novo. Vargas imps uma outra Constituio, que lhe garantia poderes para governar sozinho o pas.
<p>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Durante o governo de       _
l  Getlio Vargas, foi criado  _
l  o Departamento de Imprensa  _
l  e Propaganda (DIP).      _
l    Uma das principais fun-    _
l  es do DIP era o controle  _
l  sobre os meios de comunica-   _
l  o, como o cinema, a rdio   _
l  e as cartilhas escolares.     _ 
l  Nessa poca, o DIP censu-  _
l  rava qualquer manifestao    _
l  artstica que questionasse    _
l  o governo de Vargas.         _   
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<133>
<P>
<R+>
*1944 -- Brasil participa da Segunda Guerra Mundial*
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    A Segunda Guerra Mun-   _
l  dial foi um conflito armado   _ 
l  que envolveu pases dos cin-  _
l  co continentes. A disputa    _
l  principal se deu entre os     _
l  pases que compunham o Eixo  _
l  (Alemanha, Itlia e Ja-   _
l  po) e os que faziam parte   _ 
l  do grupo dos Aliados         _
l  (Inglaterra, Frana, Es-  _
l  tados Unidos e Unio So-   _
l  vitica). A guerra, que s  _
l  terminou em 1945, causou a   _ 
l  morte de cerca de 50 mi-     _
l  lhes de pessoas.             _                
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Depois que os alemes afundaram navios brasileiros, em 1942, a populao do nosso pas exigiu do governo a participao do Brasil na Segunda Guerra. Desta forma, em 1944, o governo brasileiro enviou cerca de 20 mil soldados para a Itlia para combaterem ao lado dos Aliados. Destaca-se, nesse perodo, a participao da Fora Expedicionria Brasileira (FEB), que deu uma contribuio importante para a vitria dos Aliados.

<R+>
_`[Ilustrao mostrando num cculo, com fundo vermelho e branco, um avestruz de quepe, segurando uma pistola e um escudo azul com as estrelas que formam o Cruzeiro do Sul. Abaixo da ave est escrito: Senta a pa_`]
 Legenda: Emblema do 1 Grupo de Aviao de Caa do Brasil, que lutou ao lado dos aliados na Segunda Guerra Mundial.
<R->
<P>
<R+>
*1945 -- Deposio de Getlio Vargas*
<R->

  Por volta de 1945, o governo ditatorial de Vargas passou a ser contestado por parte da populao e principalmente pelos militares. Em 29 de outubro daquele ano, os militares o obrigaram a deixar o cargo de presidente.

  O governo de Getlio Vargas pode ser dividido em trs perodos distintos: Governo Provisrio (1930-1934), Governo Constitucional (1934-1937) e o perodo da ditadura ou Estado Novo (1937-1945). Veja abaixo quais foram os principais acontecimentos desses quinze anos de governo.

<R+>
-- Elaborao, em 1932, do Cdigo Eleitoral, que regulamentou o voto secreto e o direito de voto a homens e mulheres com mais de 18 anos. Este foi o 
<P>
  primeiro cdigo que permitiu o voto feminino.
 -- Criao de trs ministrios: do Trabalho, da Educao e da Indstria e Comrcio.
 -- Instituio da Justia do Trabalho e do salrio mnimo.
 -- Construo da Companhia Siderrgica Nacional no Rio de Janeiro e da Companhia Vale do Rio Doce em Minas Gerais.
<R->

<134>
<R+>
*1946 -- Promulgao da 
  Constituio de 1946*
<R->

  Durante o governo do marechal Eurico Gaspar Dutra, foi promulgada a Constituio de 1946. Essa Constituio assegurou a realizao de eleies diretas para presidente, o voto secreto e a liberdade de imprensa.
<P>
<R+>
*1950 -- Eleio de Getlio Vargas para presidncia da 
  Repblica*
<R->

  Devido ao grande apoio popular e  grande influncia poltica que ainda tinha, Getlio Vargas foi eleito presidente da Repblica.
  Nesse novo governo, Vargas expandiu as atividades da Companhia Siderrgica Nacional. Alm disso, ele instituiu o monoplio estatal da explorao de petrleo, por meio da criao da Petrleo Brasileiro S/A (Petrobrs).

*1954 -- Fim da Era Vargas*

  Insatisfeitos com a volta de Getlio Vargas ao poder, os militares novamente o pressionaram para renunciar ao cargo. Mas, antes que isso acontecesse, Vargas suicidou-se no dia 24 de agosto de 1954.
<P>
<R+>
*1955 -- Eleio de Juscelino Kubitschek para presidncia da Repblica*
<R->

  O governo de Juscelino 
 Kubitschek foi marcado pela facilidade de instalao de empresas estrangeiras no Brasil, pela construo de rodovias e hidreltricas e pela expanso do ramo industrial. A realizao mais marcante do seu governo foi a construo de Braslia, a nova Capital Federal.
  O Congresso Nacional est localizado na Praa dos Trs 
 Poderes, em Braslia.

<135>
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Juscelino Kubitschek,     _
l  conhecido como JK, tinha    _ 
l  como lema de governo "50     _
l  anos em 5", ou seja, ele     _
l  pretendia promover um rpido  _
l  desenvolvimento do pas.      _
l  Assim, ele passou a fazer    _
l  grandes investimentos nos     _ 
l  setores da indstria, dos     _
l  transportes e de produo     _
l  de energia. Para conseguir   _ 
l  dinheiro para fazer esses in- _ 
l  vestimentos, JK recorreu a  _
l  emprstimos de pases estran- _
l  geiros. Esses investimentos  _
l  auxiliaram no desenvolvimento _ 
l  do Brasil. Porm, os em-    _
l  prstimos estrangeiros acaba- _
l  ram endividando o pas, tor-  _
l  nando-o mais dependente dos   _
l  pases desenvolvidos.         _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
<P>
<R+>
*1961 -- Renncia de Jnio Quadros*
<R->

  O sucessor de JK foi Jnio Quadros. No entanto, sete meses depois de eleito, Jnio renunciou  presidncia da Repblica.

<R+>
*1961 -- Joo Goulart assume a presidncia*
<R->

  Aps a renncia de Jnio Quadros, quem assumiu o governo foi o vice-presidente Joo 
 Goulart, que era conhecido como Jango. No entanto, devido  presso dos militares, Jango teve os seus poderes reduzidos por meio da instituio do regime parlamentarista, em que o primeiro-ministro, na poca Tancredo Neves, concentrava amplos poderes administrativos. Em 1963, Jango convocou um plebiscito em que a populao optou pelo fim do sistema parlamentarista e pela volta do sistema presidencialista de go-
 verno.
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Durante o seu governo,     _
l  Jango props vrias refor-   _
l  mas, entre elas a reforma     _
l  agrria no pas e a liberda-  _
l  de de voto aos analfabetos.   _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<136>
*1964 -- Golpe Militar*

  Os militares passaram a pressionar Jango a abandonar o cargo e contaram com o apoio de parte da populao brasileira. Em 31 de maro de 1964, os militares aplicaram um golpe, depuseram Joo Goulart e instauraram uma ditadura militar no Brasil.
  Nos primeiros dias aps o golpe, os militares ocuparam as ruas das principais cidades brasileiras. 
  Entre as primeiras medidas tomadas pelos militares esto o estabelecimento de eleies indiretas para presidente da Repblica e a suspenso de direitos polticos s pessoas contrrias ao regime militar. Alm disso, suspenderam a reforma agrria proposta por Jango, demitiram cerca de 10 mil funcionrios pblicos e deram incio a perseguies polticas.
  Em 1967, eles promulgaram uma nova Constituio, que dava garantia de amplos poderes aos presidentes militares.
  Alm disso, para garantir o seu poder, impuseram uma rigorosa censura aos meios de comunicao e restringiram a liberdade de ex-
 presso. Milhares de pessoas foram presas, torturadas e exiladas. Devido  violncia durante o regime militar, houve um grande nmero de mortos e desaparecidos.
  Durante o governo militar, os meios de comunicao sofriam forte censura e as manifestaes populares eram reprimidas, geralmente, com violncia. 
<137>
  Durante os anos da ditadura militar, o Brasil desenvolveu-se economicamente, principalmente por meio das exportaes. No entanto, nesse mesmo perodo, o pas fez um grande emprstimo de capital estrangeiro, o que aumentou bastante a dvida externa brasileira.
  A ditadura militar no Brasil durou cerca de vinte anos. Por volta de 1983, intensificaram-se as campanhas em favor da volta do regime democrtico. Milhares de pessoas saram s ruas para protestar, e comcios gigantescos foram realizados por todo o Brasil. Esse movimento popular ficou conhecido como campanha das "Diretas-j".

<R+>
*1985 -- Eleio de Tancredo Neves*
<R->

  Devido  presso dos militares, em 1984, o Congresso Nacional no aprovou o projeto que previa a realizao de eleies diretas para presidente. Por esse motivo, a eleio para presidente foi indireta.
<P>
  Em 1985, o Colgio Eleitoral elegeu o civil Tancredo Neves para o cargo de presidente da Repblica. No entanto, ele adoeceu e morreu antes de assumir a presidncia. Quem tomou posse foi o vice-presidente, Jos Sarney, que se tornou o primeiro presidente civil aps mais de vinte anos de ditadura militar.

<138>
<R+>
*1988 --  promulgada a nova Constituio*
<R->

  Com a promulgao da Constituio de 1988, as eleies presidenciais voltaram a ser de forma direta. Dentre as mudanas apresentadas nessa Constituio, destacam-se:
<R+>
 -- o direito de voto passou a ser obrigatrio para os maiores de dezoito anos e facultativo para os maiores de dezesseis anos e para os analfabetos;
 -- alm do ensino fundamental, o ensino mdio tambm passou a ser obrigatrio e gratuito;
 -- o racismo passou a ser considerado crime grave e ficaram proibidas quaisquer formas de discriminao (por raa, sexo, opo poltica e religio);
 -- as agresses contra a natureza passaram a ser consideradas crimes;
 -- os povos indgenas passaram a ter direito sobre as suas terras e tambm sobre a conservao da sua cultura, sua lngua e seus costumes.
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Trocando idias

  Aps a redemocratizao, a populao brasileira obteve muitas conquistas, como a retomada da liberdade de expresso, a consolidao da democracia e a garantia dos seus direitos.
  No entanto, a pssima distribuio de renda, a pobreza e a excluso social ainda so problemas graves que aguardam soluo. Procure se lembrar dos assuntos estudados neste livro e responda  questo a seguir.

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 Na sua opinio, no Brasil, problemas como esses so recentes ou antigos? Converse com os colegas sobre o que pode ser feito para ajudar a resolver alguns desses problemas.
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l    O voto consciente  um     _ 
l  dos principais meios de que   _
l  a populao dispe para       _
l  transformar a realidade do    _
l  nosso pas.                   _
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Atividades

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1. Leia as questes a seguir e anote as respostas.
 a) Quanto tempo aps a implantao do sistema de capitanias hereditrias foi implantando o Governo-geral?
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 b) Os primeiros escravos africanos comearam a ser trazidos para o Brasil por volta de 1550. Quanto tempo durou a escravido no Brasil?
 c) A Conjurao Mineira foi um dos movimentos que pretenderam tornar o Brasil independente de Portugal. Quanto tempo aps a Conjurao Mineira foi proclamada a Independncia do Brasil?
 d) Entre a abdicao de D. Pedro I e a posse de D. Pedro II ocorreu o chamado Perodo Regencial. Cite alguns conflitos que ocorreram nesse perodo.
 e) Na poca em que teve incio a Guerra do Paraguai, o governo do imperador D. Pedro II j estava enfraquecido. De acordo com os dados apresentados na cronologia, quais foram os principais acontecimentos que ocorreram desde o trmino da guerra at o ano de 1889.
 f) Em qual aspecto a Guerra de Canudos e a Guerra do Contestado so semelhantes?
 g) Em relao  diviso de poderes do governo do Brasil, qual  a principal diferena entre a primeira Constituio do Imprio e a primeira Constituio da Repblica?

 2. Com o fim da ditadura militar, o pas voltou a ser governado por presidentes civis. Veja abaixo, os presidentes que governaram o Brasil aps o fim do regime militar.
 I -- Fernando Henrique Cardoso
 II -- Itamar Franco
 III -- Lus Incio Lula da Silva
 IV -- Jos Sarney
 V -- Fernando Collor de Mello
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 a) Pesquise em livros, revistas ou na Internet para descobrir alguns acontecimentos que marcaram os mandatos de cada um dos presidentes citados.
 b) Associe cada um dos presidentes a uma das frases abaixo, escrevendo o algarismo e a letra correspondentes. 
  Observe o exemplo: I -- A
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 A) Foi o primeiro presidente brasileiro a ser eleito para um segundo mandato consecutivo.
 B) Renunciou ao cargo de presidente por causa de acusaes de corrupo.
 C) Era vice e assumiu o cargo do presidente que renunciou por corrupo.
 D) Foi o primeiro presidente civil eleito de forma indireta aps o fim da ditadura militar.
 E) Foi o primeiro sindicalista a ocupar a presidncia.
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 c) Quem  o atual presidente da Repblica? Converse com os seus colegas e procurem listar alguns aspectos positivos que vocs acharem no governo do atual presidente. Listem tambm os aspectos negativos.
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Algo a mais

  As lutas do povo brasileiro em busca de melhores condies de vida ocorreram ao longo de toda a nossa histria. Atualmente, elas continuam existindo, e fazem parte do dia-a-dia de parte da populao de baixa renda do nosso pas.
  So vrias as organizaes que atuam no Brasil. Dentre elas, destacam-se as associaes de moradores de bairros, os sindicatos de trabalhadores e os diversos movimentos populares, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, o Movimento Negro, o Movimento Indgena e o Movimento Estudantil.
  Uma das principais causas das lutas populares atualmente  a m distribuio de terras no Brasil. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) organiza invases, principalmente, em propriedades rurais improdutivas, para pressionar o governo a acelerar a realizao da reforma agrria no Brasil.

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Fim da Obra